quarta-feira, 24 de agosto de 2016

ESCOLA JOÃO RIBEIRO, A PRIMEIRA DO MUNICÍPIO, COMPLETA 95 ANOS DE FUNDAÇÃO NESTA QUARTA FEIRA

Nesta quarta feira, 20 de abril, a Comunidade da Escola Estadual João Ribeiro, vai realizar uma ato solene denominado "Hora Cívica" para a celebração dos 95 anos de fundação da escola e os 103 anos de fundação do município de Tarauacá.


O evento acontece as 7 horas no pátio da escola e deverá contar com a presença dos estudantes, professores, servidores administrativos, autoridades municipais e comunidade. A informação é da Gestora Professora Ilka Frota, que com sua equipe trabalha em ritmo acelerado para a realização da festa. 


A Escola Estadual João Ribeiro foi a primeira escola criada no Município de Tarauacá. Fundada em 20 de Abril de 1921, no Governo de Dr. Epaminondas Jácome, 1º Governo do Território do Acre, Recebeu o nome de Grupo Escolar João Ribeiro, situada à Rua Generalíssimo Deodoro, ministrando e ensino de 1ª à 4ª série. Sendo sua 1ª diretora a professora Ernestina de França Cardoso. Em de 1952, passou a funcionar na Avenida Antônio Frota, nº120, local onde se encontra até hoje. A partir do Decreto Governamental de novembro de 2003, a Escola João Ribeiro passou a ser denominada Escola de Ensino Fundamental e Médio João Ribeiro, por a Escola oferecer o Ensino Médio na modalidade de E.J.A.

Quanto a sua metragem e localização, mede de frente 48,30m, fundos 30m, lado direito 74,70m, lado esquerdo 74,70m, com um perímetro de 248,60m e uma área de 3.055,55m2. A mesma limita-se pela frente com Av. Antônio Frota, lado direito com a Loja Maçônica Libertadora Acreana N.º 04, lado esquerdo com a Praça Valério Caldas de Magalhães, fundos com quem de direito for. Em 1978, com a recuperação total do prédio e a implantação da Lei 5.692/71, a escola passou a chamar-se, Escola de 1º Grau João Ribeiro, dando continuidades as suas funções e ministrando o ensino de 1º grau completo com a implantação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDB 9394/96, de 20/12/1996, passou a funcionar com a nova nomenclatura, sendo denominada de Escola de Ensino Fundamental “João Ribeiro”. A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio João Ribeiro atende hoje a uma clientela de alunos de 427 alunos do 1º ao 5º ano, nos turnos matutino e vespertino e no turno da noite 356 alunos EJA (Educação de Jovens e Adultos). 

Atualmente sua equipe gestora é composta pela Gestora Professora Raimunda Ilca Frota de Azevedo, Coordenadora de Ensino, Professora Ladiocira Nunes Amorim, Coordenadoras Pedagógicas as Professoras Teresinha de Jesus Oliveira, Cátia Regina de Albuquerque e Manoel Batista de Figueredo, Coordenador administrativo o servidor Alexsandro Gomes Quinelato e Secretária Escolar Maria Débora de Oliveira Moura.No quadro de lotação da escola tem um quantitativo de 26 professores atuando no 1º; 2º e 3º, dividido em 09 (nove) turmas do 1º ao 5º ano turnos matutino, vespertino e noturno. Número de funcionários distribuídos nos 03 turnos corresponde há 40 funcionários, a distribuição dos mesmos tem como base a Instrução Normativa 2004. Para um bom funcionamento conta com recursos do Governo Federal PDDE/ FNDE; PDDE/ FNDE/EDUCAÇÃO INTEGRAL, e para que a escola possa ter ainda mais autonomia, a SEE criou o Programa Dinheiro Direto na Escola – PDDE/SEE - Estadual, possibilitando a amplitude da autonomia necessária para desenvolver suas prioridades administrativas e pedagógicas.

Quem foi João Ribeiro?


Biografia (abaixo) foi encontrada no blog Tarauacanotícias de Reginaldo Palazzo

João Ribeiro, Sergipano de Laranjeiras, empresta seu nome ao Grupo Escolar que foi criado em 20/04/1921, sendo dirigido pela professora Ernestina de França Cardoso. Muitos não conhecem a biografia desse homem que foi um grande intelectual da época. Segundo ocupante da Cadeira 31, eleito em 8 de agosto de 1898, na sucessão de Luís Guimarães Júnior e recebido pelo Acadêmico José Veríssimo em 30 de novembro de 1898. 

João Ribeiro (J. Batista R. de Andrade Fernandes), jornalista, crítico, filólogo, historiador, pintor, tradutor, nasceu em Laranjeiras, SE, em 24 de junho de 1860, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 13 de abril de 1934.

Era o segundo filho de Manuel Joaquim Fernandes e de Guilhermina Ribeiro Fernandes. Órfão de pai muito cedo, foi residir em casa do avô, Joaquim José Ribeiro, que era um espírito liberal, admirador de Alexandre Herculano. No inquérito do Momento Literário, de João do Rio, declarou João Ribeiro atribuir a maior importância, para a formação do seu espírito a essa fase de sua vida, quando as excelentes coleções de livros do avô caíram-lhe nas mãos. Além de dedicar-se à leitura, iniciou-se na pintura e na música. Depois de ter concluído na cidade natal os primeiros estudos, transferiu-se para o Ateneu de Sergipe, em Aracaju, onde sempre se destacou como o primeiro da classe. Foi para a Bahia e matriculou-se no primeiro ano da Faculdade de Medicina de Salvador. Constatando a falta de vocação abandonou o curso e embarcou para o Rio de Janeiro, para matricular-se na Escola Politécnica. Simultaneamente continuava a estudar arquitetura, pintura e música, os vários ramos da literatura e sobretudo filologia.

Desde 1881, dedicou-se ao jornalismo e fez-se amigo dos grandes jornalistas do momento, Quintino Bocaiúva, José do Patrocínio e Alcindo Guanabara. Ao chegar ao Rio, trazia os originais de uma coletânea de poesias, os Idílios modernos. Seu amigo e conterrâneo Sílvio Romero leu esses versos e publicou sobre eles um alentado artigo na Revista Brasileira (tomo IX, 1881). Mesmo assim João Ribeiro decidiu não publicá-los. Trabalhou, a princípio, no jornal Época (1887-1888), multiplicando-se por várias seções, sob diversos pseudônimos: Xico-Late, Y., N., Nereu. Em 1888-89 estava no Correio do Povo, com o seu "Através da Semana", onde assinava com as suas iniciais e também com o pseudônimo "Rhizophoro".
Apaixonado pelos assuntos da filologia e da história, João Ribeiro desde cedo dedicou-se ao magistério. Professor de colégios particulares desde 1881, em 1887 submeteu-se a concurso no Colégio Pedro II, para a cadeira de Português, para a qual escreveu a tese "Morfologia e colocação dos pronomes." Contudo só foi nomeado três anos depois, para a cadeira de História Universal. Foi também professor da Escola Dramática do Distrito Federal, cargo em que ainda estava em exercício quando faleceu. A sua atividade intelectual irá se desdobrar com a do autor de vasta obra nas áreas da filologia, da história e do ensaio. Escrevia então para A Semana, de Valentim de Magalhães, ao lado de Machado de Assis, Lúcio de Mendonça e Rodrigo Octavio, entre outros. Ali publicou os artigos que irão constituir os seus Estudos filológicos (1902).

A partir de 1895 fez inúmeras viagens à Europa, ora por motivos particulares, ora em missões oficiais. Representou o Brasil no Congresso de Propriedade Literária, reunido em Dresden, bem como na Sociedade de Geografia de Londres. Mantinha-se em contato com seus leitores brasileiros através de colaborações no Jornal do Comercio, no Dia e no Comércio de São Paulo. A última fase de atividade na imprensa foi no Jornal do Brasil, desde 1925 até a morte. Ali escreveu crônicas, ensaios e crítica.

Em 1897, ao criar-se a Academia, estava ausente do Brasil e por isso não foi incluído no quadro dos fundadores. Em 1898, de volta, ocorreu o falecimento de Luís Guimarães Júnior. A Academia o escolheu para essa primeira vaga. Foi eleito no dia 8 de agosto de 1898 (por 17 votos), tendo tido como concorrente José Vicente de Azevedo Sobrinho (nenhum voto), que mais tarde foi diretor de Secretaria da Academia. Houve naquela primeira eleição três votos em branco. Foi recebido em 30 de novembro daquele mesmo ano, por José Veríssimo. Na Academia, fez parte de numerosas comissões, entre as quais a Comissão do Dicionário e a Comissão de Gramática. Foi um dos principais promotores da reforma ortográfica de 1907. Seu nome foi apresentado diversas vezes como o de um possível presidente da instituição, mas ele declinou sistematicamente de aceitar tal investidura. Em 22 de dezembro de 1927, porém, a Academia o elegeu presidente. João Ribeiro apresentou, imediatamente, sua renúncia ao cargo.

Possuidor de larga cultura humanística, versado nos clássicos de todas as literaturas, dotado de aguda sensibilidade estética. O livro Páginas de estética, publicado em 1905, encerra o seu ideário crítico. Seu sentido estético o fazia inclinado a valorizar os aspectos técnicos, estruturais e formais da obra literária, embora fosse um crítico impressionista, com tendência à tolerância e estímulo aos autores, sobretudo os novos.

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